Vai dar crise?

Para onde vai o risco de recessão no Brasil, com dados todo dia.

O risco de recessão está subindo

Crescimento em 12 meses Desacelerando

Antes3,5%até ago/2025

Agora1,4%até ago/2026

Previsão1,4%dos bancos

As cinco pressões, comparadas com julho

  • Contas do governoPiorouA dívida do governo foi de 81,95% para 82,93% do PIB, de junho a setembro.

    Sem contar os juros, o governo gastou 0,5% do PIB a mais do que arrecadou nos 12 meses até setembro, contra 1,2% nos 12 meses até junho.

    A dívida sobe mesmo assim, porque os juros sobre ela pesam mais que essa melhora.

    A alta de 0,98 ponto passou raspando do vaivém normal de 3 meses, que vai até 0,95 ponto.

    A dívida está mais alta que em 96% dos meses desde 2006.

    Como isso funciona

  • Dívidas das famíliasPiorouA parte da renda das famílias que vai para parcelas e juros foi de 28,5% para 29,0%, de maio a agosto.

    A alta de 0,5 ponto passou do vaivém normal de 3 meses, que vai até 0,38 ponto.

    A parte da renda que vai para dívidas é a maior desde 2005, quando começa a série.

    Como isso funciona

  • Desconfiança de quem investePiorouO dólar foi de R$ 5,08 para R$ 5,42, e o juro de 10 anos foi de 8,3% para 8,0% ao ano, do fim de julho a 30/10.

    O juro de 10 anos é o que o governo paga, acima da inflação, para pegar dinheiro emprestado por uns 10 anos. Quando quem investe desconfia do Brasil, cobra mais para emprestar ao governo e troca reais por dólar, e os dois números sobem.

    A alta de 6,8% do dólar passou do vaivém normal de 3 meses, que vai até 4,8%, e a queda de 0,3 ponto do juro de 10 anos ficou dentro do vaivém dele, que vai até 0,43 ponto. Como os dois contam como uma pressão só, ela piora quando um deles piora e o outro não melhora, e fica igual quando um piora e o outro melhora.

    O juro de 10 anos está mais alto que em 91% dos meses desde 2005.

    Como isso funciona

  • Inflação esperadaPiorouOs bancos (Focus) esperam que os preços subam 4,53% nos próximos 12 meses, contra 4,19% em julho.

    A alta de 0,34 ponto passou raspando do vaivém normal de 3 meses, que vai até 0,32 ponto.

    A inflação esperada está no meio do que o Brasil viu desde 2001, mas está acima do teto da meta do Banco Central, de 4,5%.

    Como isso funciona

  • JuroIgualA Selic caiu de 14,00% para 13,75%, de agosto a novembro.

    A queda de 0,25 ponto ficou dentro do vaivém normal de 3 meses, que vai até 0,83 ponto.

    Descontada a inflação esperada, a Selic dá 8,8% ao ano e está mais alta que em 73% dos meses desde 2002.

    Como isso funciona

Também acompanhamos

  • EmpregoIgualO desemprego foi de 5,4% no trimestre até junho para 5,2% no trimestre até setembro.

    A queda de 0,2 ponto ficou dentro do vaivém normal de 3 meses, que vai até 0,56 ponto.

    O desemprego está mais baixo que em 99% dos meses desde 2012.

    Quem perde o emprego corta gastos e atrasa parcelas, e é aí que a recessão chega ao bolso.

    Esta linha não muda a placa, porque o desemprego costuma subir depois que a recessão já começou.

    Como isso funciona

  • Reservas em dólarIgualO Banco Central tinha US$ 362,8 bilhões guardados em dólar em setembro. Em junho, tinha US$ 367,6 bilhões.

    A queda de 1,3% ficou dentro do vaivém normal de 3 meses, que vai até 3,0%.

    Num susto, quando muita gente quer dólar ao mesmo tempo, o Banco Central vende parte dessas reservas e o dólar sobe menos.

    Esta linha não muda a placa, porque as reservas não avisam que uma recessão vem, mas protegem o país num susto.

    Como isso funciona

  • Dívida em reaisEm agosto de 2026, 96% da dívida do governo federal era em reais.

    Quando o dólar sobe, a dívida em reais não cresce junto. Em 2002 era diferente: boa parte da dívida era corrigida pelo dólar, e por isso ela cresceu de uma vez quando o dólar subiu. O número sai uma vez por mês no Relatório Mensal da Dívida, do Tesouro.

    Esta linha não muda a placa, porque a dívida em reais não avisa que uma recessão vem, mas protege as contas do governo num susto do dólar.

    Como isso funciona

Como funciona | Atualização de 2/11, às 06h30

Fato do dia | Segunda, 2 de novembro de 2026

O risco de recessão está subindo

O texto do dia não saiu. Ficam a direção do risco e as notícias, organizadas pelo programa.

Para onde as notícias empurram

Nenhuma notícia de 31/10 a 1/11 mexeu com o risco.

A leitura das notícias falhou neste dia.

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