Cada notícia vira um evento com canal, direção e tamanho. Nenhum evento move o risco de curto prazo mais que 0,2 em log-odds, e o efeito some em 75 dias.
Mercado 26/10/2026
Bolsa cai 13,88% e dólar sobe 8,21% no dia seguinte à eleição presidencial, com primeiro circuit breaker desde 2020 e perda de 14% na semana
+2,7
Aumenta o risco porque a queda do patrimônio e a alta do prêmio de risco pioram as condições financeiras, o investimento e o consumo, pelo canal de mercado. O precedente é a eleição de 2002, quando o choque de confiança encareceu o crédito e freou a atividade.
Sem esta notícia, a nota seria 74,8. O efeito some até 09/01/2027.
Fiscal 28/10/2026
TCU propõe alíquota de referência de 11,3% para a CBS em 2027; mercado avalia impacto inflacionário da reforma tributária
+0,5
Aumenta levemente o risco porque a transição tributária pode pressionar preços em 2027, pelo canal de inflação e juros, como em reformas de IVA em outros países. Valor ainda depende do Senado.
Sem esta notícia, a nota seria 77,3. O efeito some até 11/01/2027.
Fiscal 27/10/2026
Fazenda anuncia projeto de lei para cumprir o centro da meta fiscal e reafirma o centro da meta de inflação
−0,5
Reduz o risco se as medidas forem aprovadas, porque uma âncora fiscal crível diminui o prêmio de risco e os juros longos, pelo canal fiscal, como na aprovação do teto de gastos em 2016. Por enquanto é só anúncio, sem medidas detalhadas.
Sem esta notícia, a nota seria 78,6. O efeito some até 10/01/2027.
Crédito 27/10/2026
BC: 20,3 milhões de pessoas em endividamento de risco (+75% em 5 anos); grande banco tem lucro 28% menor por causa das provisões contra calotes
+0,5
Aumenta o risco porque a inadimplência crescente faz os bancos subirem provisões e restringirem o crédito, pelo canal de crédito às famílias, como em 2015-16. O BC afirma que a estabilidade financeira não está em risco.
Sem esta notícia, a nota seria 77,3. O efeito some até 10/01/2027.
Oferta 27/10/2026
Um El Niño forte pode reduzir a safra de soja 2026/27 em cerca de 10% (perda de R$ 33 bilhões); alimentos ficam 2,40% mais caros nas fábricas
+0,5
Aumenta o risco porque uma quebra de safra derruba o PIB agro no 1º e no 2º trimestres e pressiona a inflação de alimentos, pelo canal de oferta, como no El Niño de 2015-16. O efeito depende da intensidade do fenômeno.
Sem esta notícia, a nota seria 77,3. O efeito some até 10/01/2027.
Atividade 28/10/2026
Confiança da indústria cai pelo terceiro mês seguido em outubro, com piora da avaliação da situação atual
Aumenta o risco porque a confiança em queda antecipa cortes de produção e de investimento, pelo canal de atividade, como nas quedas de confiança de 2014. A pesquisa foi feita antes do choque de mercado pós-eleição.
Sem esta notícia, a nota seria 77,6. Só um veículo noticiou, então vale metade. O efeito some até 11/01/2027.
Crédito 28/10/2026
Governo avalia cobrar IOF por decreto sobre LCI, LCA e outros títulos isentos
Aumenta o risco porque encarece o funding do crédito imobiliário e rural, pelo canal de crédito, como no aumento de IOF de 2025. Ainda é só proposta em avaliação.
Sem esta notícia, a nota seria 77,6. Só um veículo noticiou, então vale metade. O efeito some até 11/01/2027.
Externo 27/10/2026
Banco Mundial prevê alta de 23% nas commodities em 2026, puxada pela energia; governo prorroga por 30 dias a subvenção de R$ 2,12/litro ao diesel
Aumenta o risco porque a energia cara pressiona a inflação e os juros, e o subsídio renovado pesa nas contas públicas, pelo canal externo e fiscal, como em 2022. Como exportador de petróleo, o país compensa parte do efeito nos termos de troca.
Sem esta notícia, a nota seria 77,6. O mercado já esperava isso, então vale metade. O efeito some até 10/01/2027.
Institucional 27/10/2026
Indefinição sobre o comando do Ministério da Fazenda no novo mandato; mercado cobra nome e regra fiscal crível
Aumenta o risco porque a demora em definir a política fiscal mantém o prêmio de risco elevado, pelo canal de expectativas e juros longos, como na transição de 2022 para 2023.
Sem esta notícia, a nota seria 77,6. O mercado já esperava isso, então vale metade. O efeito some até 10/01/2027.
Mercado 27/10/2026
Tesouro anuncia recompra de NTN-B com vencimentos de 2030 a 2045 para conter oscilações
Reduz o risco porque limita disfuncionalidade nos juros longos, pelo canal de liquidez do mercado de títulos, como nas recompras do Tesouro em março de 2020.
Sem esta notícia, a nota seria 78,2. Só um veículo noticiou, então vale metade. O efeito some até 10/01/2027.