Normal
risco normalde recessão nos próximos 12 meses
- Muito abaixo
- Abaixo
- Normal
- Acima
- Muito acima
- PIB nos próximos 12 meses
- Mais provável, segundo o Focus+1,4%
- Cenário ruim: 1 chance em 10 de ser pior−1,8%
- O mesmo cenário em tempos normais−1,9%
Como a conta funciona
- A pergunta: o risco de o Brasil entrar em recessão nos próximos 12 meses está acima ou abaixo do normal?
- Recessão: dois trimestres seguidos de queda do PIB, medido pelo IBGE.
- O nível sai do cenário ruim do PIB: o crescimento em 12 meses que tem só 1 chance em 10 de ser pior. Quanto pior esse cenário, mais alto o risco.
- Normal: o que se viu no Brasil desde 2004. As notícias não mexem no nível.
Em quatro passos
- Quatro dados do Brasil: o crescimento em 12 meses (IBC-Br), o crescimento médio em 10 anos (PIB), quanto a Selic mudou em 12 meses e quanto a inflação mudou em 12 meses.
- Uma conta tirada de 44 países. Em 4.669 trimestres desde 1995, mede como esses dados mudam o pior resultado provável do PIB no ano seguinte. É o método do FMI, chamado crescimento em risco.
- O cenário ruim de hoje: a conta aplicada ao Brasil, com um ajuste para que 1 em cada 10 resultados fique abaixo dele também em anos que a conta não viu.
- O nível: o cenário de hoje contra o de cada mês desde 2004. Entre os 10% piores meses, Muito acima; entre os 30% piores, Acima; no meio, Normal; Abaixo e Muito abaixo, o espelho. Só muda quando duas atualizações seguidas concordam.
A conta em 30/10/2026
| Entrada | Hoje | Normal no Brasil | Efeito no cenário ruim |
|---|---|---|---|
| Crescimento médio em 10 anosMédia do crescimento em 12 meses do PIB nos 40 trimestres anteriores (mínimo 20). Brasil: PIB do IBGE (tabela 5932), só trimestres já divulgados. | 1,7% | 1,2% a 3,3% | Alivia 0,15 ponto |
| Crescimento em 12 mesesCrescimento em 12 meses. Brasil: IBC-Br dessazonalizado (BCB 24364), média dos 3 últimos meses contra os mesmos 3 meses um ano antes. | +1,4% | +0,4% a +4,1% | Piora 0,15 ponto |
| Selic: variação em 12 mesesVariação em 12 meses do juro de curto prazo, em pontos. Brasil: Selic meta (BCB 432). | −1,25 p.p. | −3,00 p.p. a +2,00 p.p. | Alivia 0,13 ponto |
| Inflação: variação em 12 mesesVariação em 12 meses da inflação ao consumidor em 12 meses, em pontos. Brasil: IPCA em 12 meses (BCB 13522). | −0,59 p.p. | −1,67 p.p. a +1,37 p.p. | Alivia 0,07 ponto |
Normal: metade dos meses desde 2004 ficou nessa faixa. Efeito: quanto a entrada de hoje, contra a do Brasil típico, mexe no cenário ruim, em pontos do PIB.
- Juro subindo e inflação acelerando costumam vir antes de recessões, em países ricos e emergentes.
- Crescer forte hoje ajuda o ano seguinte. Já um crescimento médio alto vem junto com quedas mais fundas: é o caso de economias que oscilam mais.
- Risco acima do normal se crescimento em 12 meses cair para −1,2%, Selic subir para 17,8% ou IPCA em 12 meses subir para 9,4%, com o resto parado.
- Risco abaixo do normal se crescimento em 12 meses subir para +3,2%, Selic cair para 10,9% ou IPCA em 12 meses cair para 1,2%, com o resto parado.
O que ficou de fora
- Câmbio, crédito, dívida pública, curva de juros, juro longo, hiato do produto e desemprego. Testados nos 44 países, melhoraram a previsão em menos de 1% ou a pioraram.
- A bolsa melhorou a previsão nos 44 países, mas piorou no Brasil. Fica de fora.
- Ficar de fora do nível não quer dizer que não importa. Os sete fatores seguem no Resumo, com o dado de hoje contra o normal e a tendência.
A conta desde 2004
nível de cada mês, com uma conta que não viu aquele anorecessão
- Nos meses em Acima ou Muito acima, o PIB cresceu em média 0,8% nos 12 meses seguintes. Nos outros, 2,8%.
- Recessões começaram em seguida 1,8 vez mais nos meses em Acima ou Muito acima do que nos outros.
- Contra usar só o crescimento médio do país, a conta erra 20% menos no Brasil e 3% menos nos 44 países. Não acerta melhor a data em que cada recessão começa.
- Choques de fora, como a pandemia em 2020, não aparecem antes. O nível estava no Normal.
E as notícias?
- Não mexem no nível. Mostram para que lado cada fator tende a ir nos próximos 6 meses, no Resumo.
- Toda manhã, um modelo de linguagem lê as manchetes do dia anterior em 8 jornais e marca o fator, o lado e o tamanho de cada fato.
- Dado divulgado e decisão tomada contam inteiros. Anúncio conta 0,3; rumor, 0,1. Fato de um jornal só ou já esperado pelo mercado conta metade.
- Cada leitura de tendência é conferida em 6 meses contra o dado, no placar do Resumo.
Para conferir
- Metodologia completa, com as fórmulas, os testes e os limites da conta.
- Coeficientes e cortes, o painel de países e o Brasil mês a mês, para refazer a conta.
- Registro desta atualização, com todos os números e notícias usados.