Vai dar crise?

Para onde vai o risco de recessão no Brasil, com dados todo dia.

O risco de recessão está subindodesde junho

Quatro das cinco pressões que costumam vir antes de uma recessão apertaram nos últimos 3 meses. Nenhuma folgou.

Desde 2004, depois dos meses em que o risco esteve subindo, o PIB cresceu em média 0,3% nos 12 meses seguintes. Não é previsão: a direção diz para que lado o risco andou.

O que segura

  • Quase toda a dívida do governo é em reais: 96% da dívida federal, pelo Tesouro, em agosto de 2026. Quando o dólar sobe, a dívida não cresce junto, como cresceu em 2002.
  • O Banco Central guarda reservas em dólar. Num susto, ele vende parte delas e o dólar sobe menos.
  • O Banco Central decide o juro com autonomia garantida por lei desde 2021. O diretor não pode ser trocado no meio do mandato por causa de uma decisão.

Como funciona | Atualização de 31/10, às 06h30

Retrato do Brasil | Sábado, 31 de outubro de 2026

O site nasceu na eleição para explicar a economia sem torcida

Escrito por inteligência artificial (Claude) em 31/10/2026, a partir da ideia de quem criou o site.

Este site explica a economia do Brasil para quem nunca estudou o assunto, sem torcer por nenhum lado. Ele mostra, com dados e estudos, se o risco de recessão está subindo ou caindo, e por quê.

Por que o site nasceu

A ideia veio da eleição de 2026. No grupo da família, nos vídeos e na TV, todo mundo tinha certeza sobre a economia. Um lado mostrava o emprego, e o outro mostrava a dívida do governo.

Muitas vezes, os dois números eram verdadeiros, e cada um contava metade da história. Nos debates, quase nunca se ouviu quanto custava cada promessa e quem pagaria a conta.

Depois do segundo turno, a Bolsa caiu e o dólar subiu muito em poucos dias. Uns viram ali o sinal de que o Brasil vai quebrar. Outros viram o mercado fazendo pressão porque só pensa em lucro.

Para julgar as duas leituras, é preciso entender como a economia funciona. É isso que o site quer ensinar, com fatos e estudos.

O Brasil vai quebrar?

Quebrar lembra uma família que não paga o banco. O Brasil já passou por isso em 1987, quando parou de pagar os juros da dívida em dólar. Em 1990, o governo bloqueou o dinheiro da poupança para tentar parar uma inflação de mais de 80% ao mês.

Hoje, o governo deve quase tudo em reais, a maior parte a brasileiros, e não depende de dólar para pagar. O Banco Central guarda mais dólares do que o governo deve lá fora. E, desde 2021, ele tem autonomia por lei para segurar os preços.

Por isso, o Brasil dificilmente quebra de um dia para o outro. O risco que existe chega devagar.

Quando o governo gasta mais do que arrecada, põe dinheiro na mão das pessoas, e isso ajuda hoje. Nos anos seguintes, a dívida cresce e quem empresta ao governo cobra mais juro, que aumenta a dívida de novo.

É a bola de neve que a aba O que causa recessão compara ao rotativo do cartão. A conta chega como parcela mais cara, preço maior e menos dinheiro para saúde e escola. Quem diz que a dívida não importa também se engana, porque esse custo aparece todo ano.

O mercado é um inimigo?

Mercado é o nome que se dá a bancos, fundos e empresas que emprestam e investem. Boa parte desse dinheiro é de gente comum, guardado na previdência, em fundos e no Tesouro Direto. Quem empresta quer ganhar, como quem deixa dinheiro na poupança quer rendimento.

Quando quem empresta desconfia das contas do governo, cobra mais juro ou leva o dinheiro para fora. Aí o dólar sobe, e nos meses seguintes sobem o pão, a gasolina e o celular.

Foi assim em 2015, 2021 e 2024, com presidentes de lados opostos. Nas três vezes, as contas do governo pareceram piores, e o dólar subiu.

Em 2002, o dólar subiu muito com medo de que o novo governo não pagasse a dívida. O governo que assumiu pagou e manteve as regras, e em 2003 o dólar caiu.

Há quem diga que o mercado exagerou, e há quem diga que o medo fez o governo manter as regras. Em qualquer caso, o dólar mais caro chega ao seu bolso. Por isso, "Dólar e juro longo" é uma das cinco pressões que o site acompanha.

Como usar o site

No alto da página, a placa diz se o risco de recessão está subindo, igual ou caindo, e desde quando. Recessão é o PIB, tudo o que o país produz, cair dois trimestres seguidos.

A placa não diz quando a recessão vem, porque ninguém acerta essa data com segurança. Ela diz se as cinco pressões que costumam vir antes dela estão apertando ou folgando. Cada pressão mostra também quanta folga ainda tem e quem mexe nela.

Todo dia, às 06h30, sai um post:

  • O fato do dia, de segunda a sábado, conta uma notícia de ontem e o efeito dela no seu bolso.
  • A semana, no domingo, junta o que mudou e diz o que olhar nos dias seguintes.
  • O mês, no primeiro domingo, compara com o mês anterior, inclusive no bolso.

Abaixo do post, a caixa "Para onde as notícias empurram" mostra para que lado cada notícia da véspera empurra. A aba O que causa recessão explica como preço, juro e dívida levam a uma recessão. A aba Como funciona mostra a regra inteira, para quem quer conferir.

Como o site evita tomar lado

Todo texto do site segue um teste: com outro governo no poder, a frase sairia igual? Se não sairia, ela tem de ser reescrita. Os números vêm de fontes públicas, como o IBGE e o Banco Central.

O site não dá nota ao governo nem recomenda investimento. Ele mostra o que depende do governo, do Congresso e do Banco Central, e o que vem de fora. Quem julga é você.

Faça o mesmo teste com o que chega no seu WhatsApp, inclusive com o que sai daqui.

Postado em 31/10/2026